Enfim, justiça!Lula não estar acima da justiça

 

      Enfim, justiça!

mensalãoO Governo (leia-se Dilma e Lula) teme as consequências da prisão dos mensaleiros. Que implicações as imagens de José Dirceu e a quadrilha na cadeia terão nas eleições de 2014? Eis o X da questão. Objetivamente, a prisão é a confirmação cabal do crime.A leitura que a opinião pública fará é a de que houve de fato o mensalão, o maior escândalo dos últimos 50 anos. E que os responsáveis estão sendo punidos.Haverá também a leitura de que a justiça, enfim, cumpriu o seu papel e, por fim, cai por terra aquele velho mito de que cadeia no Brasil só nasceu para ladrão de galinha.Dilma e Lula podem dizer, entretanto, que essa justiça só está de fato sendo praticada porque no Brasil de hoje existe liberdade, as instituições funcionam na sua plenitude. Mas esse discurso não pega, porque é mentiroso, falso e artificial.Lula foi quem mais trabalhou contra o julgamento dos mensaleiros. Quando presidente negou até o fim a existência do escândalo, condenou todos os passos da justiça na direção da apuração e do julgamento.Por ele e por Dilma, portanto, o julgamento nunca deveria ter ocorrido. Dirceu e sua quadrilha na cadeia são uma exigência da sociedade, resultado do trabalho incansável do Supremo.Se o eleitor vai associar Dirceu na cadeia ao Governo e ao PT corruptos, isso são outros quinhentos!O que importa neste momento é que o processo chegue ao seu final para elevar a um grau de conffiança maior ainda o poder Judiciário no País, porque o Executivo e o Legislativo já perderam há muito tempo o respeito do povo brasileiro.LULA FALTA UM DEDO

EX-DIRETOR DO BB CONDENADO NO MENSALÃO SUMIU; CORRÊA AGUARDA MANDADO DE PRISÃO

EX-DIRETOR DO BANCO DO BRASIL HENRIQUE PIZZOLATO NÃO APARECE HÁ 2 MESES

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Ex-diretor de marketing do BB Henrique Pizzolato

Condenado no processo do mensalão a 12 anos e sete meses de prisão, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato estaria há pelo menos dois meses longe de seu apartamento, uma cobertura na rua Domingos Ferreira, em Copacabana, na zona sul do Rio.Helena Godoy, 76 anos, mora no 4º andar do mesmo prédio desde a infância. Diz que Pizzolato é “bom vizinho” e que se dá bem com a mulher dele, mas afirma que ele pessoalmente não é visto há algum tempo e que provavelmente estaria em propriedades da família em Santa Catarina.Helena afirma que Pizzolato vinha fazendo nos últimos meses um trabalho pessoal de relações públicas, para melhorar sua imagem perante os vizinhos. Ele distribuiu para os condôminos um exemplar da revista “Retrato do Brasil”, cujo título da edição de março e abril é “A construção do mensalão” – uma coleção de reportagens e artigos contrários à sentença do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou os réus envolvidos no escândalo. Uma das reportagens trata diretamente do caso do Banco do Brasil, intitulado “Não viu quem não quis: os R$ 73,8 milhões do BB foram gastos à vista de todo o País”. Helena não acredita nem desacredita da versão do vizinho. “Ele distribuiu um outro lado da história. São argumentos válidos, mas no final a gente fica sem saber a verdade”, afirma.Vizinhos e funcionários do condomínio dão versões desencontradas sobre os últimos meses de Pizzolato. Alguns afirmam que ele parecia muito bem, alternando períodos no Rio e em Santa Catarina. Outros dizem que ele teria perdido peso e que estaria passando por depressão profunda.

Ex-presidente nacional do PP

Pedro Correa

Ex-presidente nacional do PP Pedro Corrêa

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a sete anos e dois meses de prisão no regime semiaberto pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva no processo do mensalão, o ex-presidente nacional do PP, Pedro Corrêa, 66 anos, aguarda a expedição do mandado de prisão para se entregar à Justiça. Ele se encontra na sua fazenda, Boa Esperança, no município de Brejo da Madre de Deus, no agreste.“Ele já esperava a condenação e assim que for intimado vai cumprir o que a justiça determinar”, informou seu filho, o advogado Fábio Corrêa, 41 anos, provável candidato a deputado federal, em entrevista, nesta quinta-feira, 14, no calçadão da praia de Boa Viagem, no Recife, defronte do prédio onde ele e o pai moram.Fábio não considera justa a condenação e entende que “todo o julgamento tem sido político”. “Na minha visão não houve mensalão, foi recurso para campanha, como todos os políticos fazem”. Desde que foi cassado no processo do mensalão, em 2006, Pedro Corrêa, que tinha vida social e política intensa, se retraiu, de acordo com o filho. “Desde então ele está recluso, começou a pagar a pena dele, independente da pena judicial” e tem passado mais tempo na fazenda, onde cria gado e bode. “Nada extensivo, é área de seca”, observou Fábio.

De acordo com o advogado, o pai não está tranquilo porque “ninguém fica tranquilo para ser preso”, mas embora tenha brigado judicialmente pela sua liberdade, vai fazer o que for determinado pela justiça. “Ele não vai fugir, já entregou o passaporte”, adiantou.A Polícia Federal em Pernambuco aguarda o mandado de prisão do ex-deputado. AE

Lula continua não acreditando no mensalão e nem sabia de nada,cara de pau

MENSALÃO
PARA LULA, QUEM DISCORDA OU NÃO DA DECISÃO DO SUPREMO SÃO OS ADVOGADOS

ELE SE ENCONTROU NESTA QUINTA-FEIRA (14) COM A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF

Lula

Ex-presidente Lula evita falar de mensalão

O ex-presidente Lula negou comentar o resultado de ontem (13) do julgamento do mensalão. A Suprema Corte decidiu que os condenados que não podem mais fazer recursos devem ser presos imediatamente. Segundo Lula, quem tem que “discordar ou não [da decisão] são os advogados”.Ele se encontrou nesta quinta-feira (14) com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Ao ser abordado por jornalistas na saída se limitou a questionar: “Como eu posso ter uma opinião sobre o julgamento da Suprema Corte, gente?”. Os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Aloizio Mercadante (Educação) também estavam no encontro com Lula, que durou aproximadamente 3h30.A pauta da reunião não foi divulgada, mas o ex-presidente garante que não falaram sobre mensalão

‘PRISÃO ERA UM FATO MAIS DO QUE ESPERADO’, DIZ CAMPOS SOBRE MENSALÃO

MENSALÃO

PRISÃO DE MENSALEIROS ERA FATO MAIS QUE ESPERADO, DIZ O GOVERNADOR DE PE

Eduardo Campos

Governador pernambucano Eduardo Campos

O governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) afirmou que a decretação das prisões dos envolvidos no processo mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) “era um fato mais do que esperado”. “A sociedade já conhecia a decisão do Supremo e já entendia que na verdade havia um processo de procrastinação utilizando-se as brechas do Código Penal para que a decisão fosse efetivada”, avaliou. “Finalmente o próprio STF entendeu que era a hora de fazer cumprir a pena”.O governador falou sobre o assunto na tarde desta quinta-feira, 14, depois de participar de um evento do seu governo com a Unicef. Indagado sobre a afirmação de Fábio Corrêa, filho de um dos condenados, o ex-presidente nacional do PP, Pedro Corrêa, de que o mensalão foi simplesmente repasse de recurso de campanha e que todo político faz isso, Campos foi enfático: “A legislação brasileira define claramente como se repassa dinheiro para campanha; tem conta específica, tem que ser declarado, tem que se apresentar as contas para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É assim que se faz. Se tem alguém que faz de outra forma, esse alguém tem que responder na forma da lei”. AE

VOTAÇÃO NÃO É CONCLUÍDA, MAS STF MANDA DIRCEU E OUTROS RÉUS PARA A CADEIA

MAIORIA DO SUPREMO DECIDE PELA EXECUÇÃO IMEDIATA DAS SENTENÇAS

Supremo tribunalfederal mensalao  Gervasio BaptA maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é favorável à execução imediata de penas dos condenados que não têm direito a novo julgamento no processo do mensalão. A Corte considerou que não havia para essas pessoas qualquer possibilidade de novos recursos e, dessa forma, a Justiça já poderia começar a cumprir as punições impostas. A votação, contudo, ainda não foi concluída.Nessa lista, estão pelo menos 12 réus: o deputado federal Pedro Henry (PP-MT), os ex-deputados José Borba (ex-PMDB-PR), Romeu Queiroz (ex-PTB-MG), Bispo Rodrigues (ex-PL-RJ); o ex-presidente do PTB Roberto Jefferson, a ex-diretora das agências de Marcos Valério Simone Vasconcelos, Rogério Tolentino, o ex-advogado das empresas de Valério; e o ex-diretor do Banco Rural Vinícius Samarane.A discussão principal agora entre os ministros diz respeito aos condenados que terão direito a um novo julgamento por um determinado crime, recurso previsto nos chamados embargos infringentes. Esse é o caso, por exemplo, do ex-ministro José Dirceu. O tribunal ainda não decidiu a situação do deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP). Ele entrou com embargos infringentes para tentar discutir a questão da perda automática do mandato dos parlamentares condenados no processo. AE

Congresso: semana quente. Muito quente

Congresso: semana quente. Muito quente
 O Supremo Tribunal Federal marcou para hoje o julgamento dos embargos declaratório de dez réus condenados no processo do Mensalão. Entram em exame o Bispo Rodrigues, Breno Fischberg, Henrique Pizzolato, Jacinto Lamas, João Paulo Cunha, José Borba, Pedro Correa, Pedro Henry, Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto. Este tipo de embargo se refere normalmente ao esclarecimento de partes da sentença. Caso os embargos declaratórios sejam rejeitados, os dez réus não terão mais nenhum tipo de recurso a apresentar.Dependerá do Supremo determinar ou não o início imediato do cumprimento da pena.Se o Supremo determinar a prisão dos réus, surgirá um problema explosivo: o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves,sustenta a tese de que a cassação do mandato dos condenados depende de votação no Legislativo, que poderá ou não determiná-la. O Supremo decidiu que, transitado o processo em julgado, a perda do mandato é automática, cabendo à Câmara apenas declará-la.Conflito entre poderes?Talvez: o deputado Natan Donadon está preso mas mantém o mandato, embora não possa comparecer às sessões.

E daí?mensalao300votacao_v2mensalão